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Taques prevê escassez de recursos em 3 anos

b771e2835ec90752aeb7c284869b1969O governador Pedro Taques (PSDB), defendeu a realização de uma reforma na Previdência, mesmo após o Governo Federal descartar realizar a reforma a nível nacional, devido a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Segundo o governador, os maiores interessados na reforma são os servidores públicos, pois sabem que daqui a três anos, o Estado não terá mais recursos para pagar salários.

"Se não tiver a reforma da previdência, os servidores de carreiras sabem que daqui a três anos Mato Grosso não terá mais condições de pagar salários", afirmou o governador Pedro Taques, durante entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (12), no evento GazetaAgro, realizado no Cenarium Rural.

Ainda de acordo com Taques, o Governo do Estado está discutindo a compra da dívida dolarizada do Estado de Mato Grosso, no valor de R$ 1,7 bilhão de reais. A dívida foi contraída em 2012, quando a cotação do dólar era R$ 2,02 e foi realizada sem trava na moeda. Na época, Mato Grosso conseguiu apenas U$  479 milhões, algo em torno de R$ 958 milhões de reais, na época dos fatos.

Como o dólar está oscilando em torno de R$ 3,25 e não foi colocada nenhuma trava cambial, o valor total da dívida de MT com o Bank Of América é de R$ 1,7 bilhão. Para comprar a dívida e estabilizar o valor, o Banco Mundial quer maiores garantias do Estado. Dentre elas, estaria o aumento na alíquota de contribuição dos servidores com a Previdência, além de não conceder a Revisão Geral Anual (RGA).

"O Banco Mundial tem interesse de nos ajudar nessa reforma, por isso vamos discutir no Conselho da Previdência, só posso apresentar o projeto se houver a concordância do Conselho da Previdência a respeito das alíquotas, Mas isso ainda será debatido", finalizou o governador.

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