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Gaeco tem certeza que nenhum deputado está no meio, diz Romoaldo sobre alvos da 'Bereré

Romoaldo(6)(1)(1)Foi com muita tranquilidade que o deputado estadual Romoaldo Júnior (MDB) recebeu a notícia de que tornou-se suspeito de participar do esquema de fraudes a licitação, peculato, corrupção passiva e tráfico de influência no Detran-MT, investigação conhecida como "Operação Bereré". Disse ter certeza de que apenas ele, como nenhum dos outros quatro deputados investigados desde o último dia 21 têm "culpa no cartório".

Pesa contra Romoaldo Junior o depoimento de seu chefe de gabinete, Valdemir Leite da Silva, que afirmou que, por ordem do deputado, trocou cheque emitido pelo empresário investigado na "Bereré" Rafael Yamada Torres, e deu o valor, em espécie, ao deputado.

“Estou tranqüilo”, afirmou ao Olhar Jurídico na manhã desta sexta-feira (23) após tomar conhecimento da investigação instaurada contra si. Ao ouvir da reportagem a lista dos cinco deputados investigados desde o último dia 21 (Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho) exclamou: "são todos gente boa!". “No fundo, o Gaeco tem certeza que nenhum deputado está no meio disso”, concluiu.

“Tem que investigar mesmo, até mesmo para que não sobre nenhuma suspeita”, avaliou. Em linhas gerais, o deputado explica ter sido citado por dois servidores e que, em um deles, os fatos sequer referem-se à época em que atuava como deputado (ano de 2009) e que, em outro, sequer fora citado.

De acordo com o MP, as investigações apontaram que “os agentes públicos destinatários das vantagens indevidas que se valem de pessoas físicas e jurídicas interpostas, da emissão de cheques, de triangularizações de transferências bancárias, dentre outras práticas, para ocultar o recebimento de propina, bem como a origem ilícita dos valores” cita trecho do Gaeco, em seu pedido.

A Operação Bereré é um desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Doia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.Dentre os supostos crimes cometidos estão organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo o Gaeco, as investigações tiveram início na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEFAZ), sendo que as medidas cautelares foram requeridas pelo NACO Criminal (Núcleo de Ações de Competência Originária) do Ministério Público Estadual e estão sendo cumpridas em Cuiabá, Sorriso e Brasília-DF, pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Polícia Judiciária Civil, com apoio da Polícia Militar, por meio do BOPE.

Durante a operação o Gaeco cumpriu mandados na Assembleia Legislativa e na casa dos deputados Mauro Savi (PSB) e Eduardo Botelho (PSB). O ex-deputado federal Pedro Henry também é um dos investigados.

No último dia 16 foram bloqueados bens de: l) Mauro Luiz Savi, 2) José Eduardo Botelho, 3) Pedro Henry Neto, 4) Marcelo da Costa e Silva, 5) Antônio , Eduardo da Costa e Silva, 6) Claudemir Pereira dos Santos, 7) Dauton Luiz Santos Vasconcellos 8) Roque Anildo Reinheimer, 9) Merison Marcos Amaro, 10) José Henrique Ferreira Gonçalves, 11) José Ferreira Gonçalves Neto, 12) Gladis Polia Reinheimer, 13) Janaina Pollà Reinhéimer, 14) Juliana Polia Reinheimer, 15) FDL Serviços de Registro Cadastro, Informatização e .Certificação de Documentos Ltda., atualmente EIG - Mercados, 16) Santos Treinaménto e Capacitação de Pessoal Ltda. e 17) União Transporte e Turismo Ltda.

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