NOBRES: Sema faz vistoria em rodovia turística e constata irregularidades
Após matéria divulgada pelo Site VGNews no último dia 07, que denunciava crime ambiental na comunidade Sela Dourada, na obra de pavimentação asfáltica da MT 241, o Governo do Estado encaminhou técnicos da Secretaria de Meio Ambiente para levantar a situação e fazer um diagnóstico preciso das consequências da mudança do leito do córrego que está provocando assoreamento na Lagoa do Salobão, local onde será liberado o mergulho de cilindro no município.
Agentes da secretaria, visitaram o município na última quinta-feira (15) e conheceram de perto o drama dos moradores que convivem com o problema.
Ao contrário do que havia informado a assessoria de imprensa à nossa reportagem, que afirmou não ter conhecimento da denúncia, os técnicos, alegaram que durante a execução da obra, a empreiteira foi notificada, porém não atendeu os apontamentos da Sema.
A visita segundo a comunidade foi positiva, já que a equipe adiantou que notificará a Secretaria de Infraestrutura para que acione a empresa.
A MT 241 é uma das principais rodovias turísticas do Estado, o trecho que liga Nobres ao distrito de Bom Jardim é um dos mais movimentados.
Entenda o caso
A mudança no curso do córrego, abriu buracos que não foram canalizados com manilhas e já estão todos entupidos.
Um dos proprietários da área, o vereador Gidalti Ferreira, popular Gida (PP), lembra que durante a realização dos serviços fez questão de alertar os engenheiros e funcionários que executavam os trabalhos de aterramento, dos problemas que a mudança provocaria, porém não foi ouvido.
Segundo o parlamentar os danos observados caracterizam crime ambiental, que já foi denunciado ao ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que visitou o local no ano passado, acompanhado de técnicos, que se comprometeram em resolver a situação.
“A lagoa vai acabar sendo aterrada por resíduos, toda vez que chove, a agua, leva areia, entulhos, lixo e tudo o que encontra pela frente, isto configura crime ambiental”, esclarece .
Gida frisa que o local foi bastante degradado e que o crime fere todas as normas da legislação ambiental.
“Por falta de cuidados, os vizinhos estão sendo prejudicados, a nascente corre o risco de desaparecer e isto traz erros irreparáveis ao meio ambiente, ao ponto de interferir na vazão natural da lagoa”, argumenta.
O pedido de correção, também foi protocolado pela comunidade na Secretaria de Infraestrutura, porém até hoje, nada foi feito.
