Li, reli. Não entendi, pontua decisão de juiz para advogado em processo trabalhista
Um despacho um tanto inusitado foi proferido em uma ação trabalhista, nesta quarta (14), em Cuiabá. “Li, reli. Não entendi”, disse o juiz Paulo Roberto Brescovici, titular da 3ª Vara do Trabalho da Capital.
Conforme consulta ao andamento processual, a decisão foi uma resposta a uma petição feita pela parte reclamante, que solicitou acompanhamento a uma perícia. O não localizou o contato do advogado que fez o pedido e, por este motivo, não divulgará o nome dele.
A ação foi proposta por uma pessoa em face de uma empresa e pede adicional de insalubridade. A perícia em questão foi autorizada pelo magistrado, em audiência realizada em 27 de fevereiro, com o objetivo de apurar a existência ou não de condições de trabalho sujeitas a agentes insalubres.
A decisão do juiz causou burburinho no meio jurídico. Por se tratar de ação que não tem processo, ou seja, é um Processo Judicial Eletrônico, somente as partes podem visualizar o teor da petição. Contudo, a reportagem apurou que o pedido feito pelo advogado solicitando acompanhamento da perícia não foi de difícil entendimento. O magistrado, aliás, foi descrito como um profissional exemplar e bastante educado.
À reportagem, o presidente da OAB-MT Leonardo Campos, que não teve acesso à petição, comenta que, de forma geral, as partes de um processo, tanto advogado quanto juiz, devem primar por uma linguagem formal, coloquial e escorreita.
