Saúde está atrasada porque pagamos um VLT que não rodou ainda, afirma Taques
A saúde está atrasada porque estamos pagando o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) que não rodou ainda. É o nosso governo que está pagando as obras da Copa do Mundo. O governo passado só fez dívidas”, disse o governador Pedro Taques (PSDB) em tom de desabafo.
A fala ocorreu nesta sexta (20) durante a 10ª edição da Caravana da Transformação, que foi realizada em Tangará da Serra, a 240 km de Cuiabá. Na ocasião, Taques comentou que sempre foi contra o VLT e que “apanhou” muito por isso. Ele criticou, mais uma vez, a forma com que o processo foi conduzido pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
O tucano argumentou que foi o único a questionar e cobrar rigor nos trabalhos. À época ele era senador e afirmou que “todos os dias ia para a tribuna, mandava ofício e cobrava. Eu fazia três perguntas: quanto custaria a obra, qual era o modelo de operação e o valor da tarifa”, recorda.
O governador também defendeu que, a partir de sua gestão o Estado, pela primeira vez, junto com os Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE), ajuizou uma ação contra o Consórcio VLT. Ele ressalta que chegou a dizer durante a campanha ao Palácio Paiguás que não iria terminar as obras a qualquer custo.
Por último, Taques pontua que não deve ser o culpado por todo o problema com o modal que deveria ficar pronto em 2014. “O VLT é para estar no colo do povo que administrou o estado de Mato Grosso antes de mim. Eu não vou terminar uma obra com roubo, com corrupção”, reclamou.
VLT
No movimento mais recente em relação ao imbróglio do modal, no final de agosto o governo estadual anunciou a suspensão das negociações com o Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande. O comunicado foi enviado ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, que em julho havia concedido um prazo para que fossem dadas respostas às dúvidas sobre o acordo para retomada das obras.
Por causa disso, o governo agora estuda duas alternativas para concluir o modal: uma Parceria Público-Privada (PPP) ou nova licitação apenas para terminar as obras. O secretário estadual de Cidades (Secid) chegou a dizer que existem três alternativas, mas não detalhou essa terceira via.
