NOBRES: Laudo aponta asfixia mecânica por afogamento
No entanto, segundo informações da Polícia Civil, o exame preliminar não descarta a participação do bombeiro, já que no corpo da mulher não foi encontrado sinais de agressão.
“No entanto, apenas o laudo final poderá ou não acusar de fato o suspeito ou alegar que a vítima se afogou acidentalmente, porque também não descartamos esta tese”, disse Stringueta.
O caso foi registrado no dia 20 de agosto, em um córrego na zona rural no Km 16 da MT-351. Antes, a Politec já havia divulgado um laudo inicial onde apontou a causa da morte indeterminada, pois na época o órgão informou que o corpo dela apresentava hematomas.
Nisso, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu um inquérito para investigar o caso.
Segundo o boletim de ocorrências, Vanessa estava com o namorado às margens do córrego, que liga ao distrito de Vila Bom Jardim, na BR-163, no município de Nobres.
Em depoimento o sargento contou que a vítima ingeriu bebida alcoólica e acabou se afogando enquanto ele dormia.
Porém, amigos e a família suspeitaram da versão do bombeiro. À polícia eles contaram que houve certa dificuldade para que pudessem ter acesso ao corpo e, além disso, o corpo de Vanessa estava bastante machucado, o que na verdade, faz cair por terra, à versão dada pelo namorado da vítima. Mesmo diante do laudo preliminar, a família não mudou o depoimento e afirma que o corpo estava realmente com várias marcas das agressões.
Por sua vez, o sargento contou que os dois estavam na chácara para um acompanhamento dos escoteiros. Mas, os Escoteiros do Brasil, afirmou por meio de nota que nenhuma atividade externa foi realizada pelos membros naquele final de semana.
Com várias versões, o delegado ainda não concluiu o inquérito e a investigação está prevista para se encerrar no final deste mês.
