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GCCO vai investigar suspeitas de fraudes em concurso para delegado da Polícia Civil

25711_0_grA Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) irá apurar as denúncias de irregularidades no concurso para delegado substituto da Polícia Judiciária Civil realizado no domingo (8). Candidatos que iriam prestar concurso público para formação de cadastro de reserva para o cargo de delegado substituto da Polícia Judiciária Civil (PJC), neste domingo (8) ingressaram com um pedido na Justiça para que o certame seja cancelado. O motivo é o vazamento de foto por meio de aplicativos na internet de violação de envelopes que deveria estar lacrados e que seriam abertos apenas no início da prova e de gabaritos.

Dois envelopes plásticos, que continham provas foram apreendidos pela organização do concurso e foram entregues ao GCCO. O material foi entregue à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Foram mais de treze mil inscritos no concurso que oferece salário inicial de mais de R$ 19 mil por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), organizadora do concurso público, afirmou que os candidatos tiraram as fotos da prova e divulgaram nas redes sociais serão eliminados do concurso.

Veja a nota da Polícia Civil

A Diretoria da Polícia Judiciária Civil determinou apuração referente alguns questionamentos levantados durante a aplicação das provas objetiva e dissertativa do concurso público para Delegado Substituto, ocorrido neste domingo (08.10). A apuração será realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

A Comissão do Concurso apreendeu dois envelopes plásticos, que continham provas, e os entregou ao GCCO para envio à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), visando esclarecer se houve rompimento.

O Cebraspe informou que os envelopes de prova são confeccionados em material  plástico e, no momento que são lacrados, podem ocorrer leves rugas devido à cola utilizada. O malote de provas, que carrega os envelopes até as salas de aulas, permaneceu com seu lacre de aço intacto até o momento da abertura frente aos candidatos.

Quanto às imagens da folha de resposta e folha com instruções para a prova dissertativa, que circularam nas redes sociais, o GCCO informou que, em tese, não configuram crime, por não haver conteúdo sigiloso, já que não eram as provas. No entanto, o candidato poderá ser desclassificado por usar celulares ou smartphones dentro das salas, desobedecendo a regras do edital.

Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso

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