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Taques não deixará caixa para salário; secretário rebate Mendes

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MIDIA NEWS

O secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho Gonçalves, afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) não deixará caixa para a próxima gestão para o pagamento de salário dos servidores públicos.

Ciro ainda rebateu os números apresentados por Mendes quanto a um possível déficit de R$ 1,8 bilhão que seria deixado por Taques (leia mais abaixo).

“O Governo, há dois anos, trabalha o pagamento no dia 10 e com receita entesourada do dia 1º a 10º do mês. Sobretudo, as receitas dos dias 4, 5 e 6 de todos os meses, que são com maior substância no tesouro”, explicou ele durante conversa com a imprensa, nesta sexta-feira (14).

“Então, o Estado não trabalha poupando o dinheiro no dia 20 ou 21 para pagar no dia 10. Ele trabalha com entesouramento da receita dia 1º ao dia 10”, disse.

Segundo Ciro, será responsabilidade do governador eleito Mauro Mendes (DEM) entesourar dinheiro para o pagamento no próximo dia 10.

“Então, acredito que no dia 10 de janeiro, fazendo essa gestão dos 10 dias, será possível pagar. Mas é uma gestão que cabe a ele e é com a arrecadação do mês de janeiro. O Estado não é poupador”, afirmou.

“Não temos interesse de chegar dia 14 de dezembro e poupar para pagar salário. Não funciona assim, é sempre do dia 1º em diante”, disse.

Rebateu Mendes

Ciro também negou que a gestão de Pedro Taques irá deixar um déficit de R$ 1,8 bilhão, como anunciado pelo governador eleito Mauro Mendes na semana passada. Segundo ele, o número é de R$ 1,5 bilhão.

“Este não é um documento da transição”, disse se referindo aos dados apresentados por Mendes. “Eu posso afirmar com segurança que sequer é um documento que ele [Mendes] apresentou para nós”.

O secretário da Casa Civil disse que Taques recebeu do ex-governador Silval Barbosa uma dívida de R$ 2,5 bilhões e conseguiu reduzir R$ 1 bilhão desse montante.

“Não é R$ 1,9 bilhão, é R$ 1,5 bilhão, que é o último número trabalhado até aqui. Este governo recebeu déficit orçamentário, em 2015, de R$ 2,5 bilhões da gestão passada. Esse número estava falseado na Lei Orçamentária, que nós tivemos que executar em 2015. A enfrentamos ano a ano e reduzimos”, afirmou.

“O que é correto dizer é que este governo diminuiu o déficit orçamentário em 50% do que recebeu da gestão passada”, completou.

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