MT está atolado em dívidas por decisões erradas de Taques, reage Mendes
Com a decisão do ainda governador Pedro Taques (PSDB), de não enviar à Assembleia Legislativa o projeto elaborado pela equipe do governador eleito, Mauro Mendes (DEM) para reedição do Fundo Estadual de Transporte e Habitaçao (Fethab), o democrata voltou a tercer críticas contra a gestão do tucano que termina no dia 31 deste mês. "Esta é mais uma das inúmeras decisões erradas e equivocadas deste governo”, disparou Mendes nesta sexta-feira (14) depois que Taques alegou não ter recebido o projeto.
Na última terça-feira (11), ambos se reuniram no Palácio Alencastro, ocasião em que Mauro Mendes garantiu que estava entregando ao tucano um projeto de reforma adminstrativa que prevê, dentre outras medidas, a extinção de 3 mil cargos comissionados e redução de 9 secretarias e também o projeto para fundir o Fethab 1 e 2 num único programa visando melhorar, equilibrar e com isso, ter ano final “uma melhoria na arrecadação do tributo vindo do agronegócio”.
O ex-prefeito de Cuiabá pretende arrecadar pelo menos 300 milhões já em 2019 para ajudar a reduzir o rombo nas contas do Estado, que segundo ele, supera a cifra de R$ 1,5 milhão.
Como argumento para não enviar o projeto aos deputados para aprovação no plentário do Legislativo Estadual, Pedro Taques alegou não ter recebido o projeto, embora ele já tinha afirmado no dia 7 deste mês, que não tinha qualquer compromisso em reeditar a lei que criou o Fethab.
Mendes, que ainda estava confiante de que o ex-aliado político mudaria de ideia e o ajudaria para aprovação do projeto ainda este ano, reagiu. “É por atos como este e por não saber tomar as decisões corretas que o Estado está atolado em dívidas, com bilhões em restos a pagar. Mas a resposta ao atual gestor foi dada nas urnas. No dia 2 de janeiro, estarei protocolando este mesmo projeto na Assembleia Legislativa", disparou.
No dia da reunião, Mauro Mendes foi questionado sobre a postura de Taques que já sinalizava que não enviaria o projeto do Fethab 2 para a Assembleia. Por sua vez, o democrata ressaltou que o tucano é legalmente o governador do Estado que está no cargo até dia 31 cabendo a ele todas as prerrogativas legais do cargo, dentre elas encaminhar matérias de natureza tributárias à Assembleia Legislativa.
“Somente ele pode ter esta iniciativa senão a matéria seria eivada de vícios de iniciativa. Portanto, vou mostrar a ele o projeto”, argumentou o democrata minutos antes de entrar para a reunião”, disse Mendes.
