Campos Neto diz que torce pela volta de conselheiros afastados
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Gonçalo Domingos de Campos Neto afirmou, logo após sua eleição na manhã desta terça-feira (14), que torce para que os cinco conselheiros titulares, afastados pelo ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Luiz Fux na operação Malebolge, retornem para seus cargos.
Segundo ele, caso a Justiça determine que eles podem voltar para o TCE, caberá apenas obedecer. “Decisão da Justiça se cumpre e nós torcemos pela volta dos conselheiros”, disse.
Em relação à composição da direção da Corte de Contas, no caso de volta dos conselheiros titulares, Campos Neto explicou que seu cargo não será afetado, já que o regimento interno previa que já era sua vez de assumir o comando do TCE. Já no caso dos cargos de vice-presidente do corregedor-geral, que atualmente são ocupados por conselheiros interinos, haverá alterações.
“Já era a vez do conselheiro Gonçalo Neto, nós só estamos cumprindo o regimento. Voltando algum titular, dependendo do interino que estava na fila, ele vai deixar o lugar para que o titular assuma”, explicou.
Campos Neto, que já estava na Presidência em substituição legal desde que os colegas foram afastados, afirma que vai manter o mesmo ritmo de trabalho, seguindo o planejamento estratégico do Tribunal de Contas e fiscalizando as contas públicas com “muita serenidade, humildade e honestidade”.
Questionado sobre como vai enfrentar a crise de imagem do TCE com o afastamento da maioria de seus conselheiros titulares, Campos Neto disse que vai aguardar com calma. “Nós vamos aguardar esse tempo e enfrentar. Isso requer muita serenidade, calma e trabalho, com muito trabalho. Só o trabalho vai mostrar que o tribunal é capaz de superar qualquer crise”, afirmou.
Relação com Taques
Questionado sobre seu relacionamento com o governador Pedro Taques (PSDB), o novo presidente do TCE avaliou como bom e técnico. “Nosso relacionamento não vai ter nenhum problema, nós já conhecemos o governador de longa data e a parceria vai ser totalmente técnica. Os debates que terão serão todos técnicos, as câmaras técnicas do governo do Estado com as câmaras técnicas do Tribunal e vai ser sempre no diálogo e não vai ter dificuldade alguma”, prospectou.
Já em relação ao atraso no repasse do duodécimo, o presidente disse que basta ter paciência. “Teremos paciência e saberemos entender o melhor momento”.
