“Candidato não tem que se lançar; deve ser lançado pelo grupo”
A deputada estadual Janaina Riva (PMDB) alfinetou, ainda que sem citar nomes, o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Joaquim, que lançou, no último mês, sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2018.
Joaquim se coloca com um dos nomes pela oposição para enfrentar o governador Pedro Taques (PSDB), que deve sair candidato à reeleição.
Janaina, no entanto, sinaliza que há “falhas” na estratégica lançada pelo conselheiro.
“É óbvio que há uma perspectiva de fazer um governador que seja de oposição. Mas, nisso quero ter bastante cautela, vejo gente lançar nome. Pode ser fulano, sicrano, acho que essas coisas não podem ser feitas de forma irresponsável”, disse a deputada.
“Hoje não vejo ainda nenhum nome dentro da oposição que tenha se sobressaído como candidato do grupo. Até porque acredito que um candidato não pode se lançar. Ele tem que ser lançado pelo grupo. Uma pessoa que tem certo consenso no grupo”, afirmou Janaina.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (14), durante entrevista à Rádio Capital FM.
Na ocasião, a deputada afirmou ainda que nomes que estejam envolvidos em denúncia de corrupção também podem encontrar dificuldade para viabilizar uma eventual candidatura.
“Um nome que tenha problema, tenha pendências, que esteja envolvido em atos de corrupção ou denúncias – até provar que é inocente demanda tempo – tem que tomar cuidado com isso. Muito cuidado”, disse a deputada.
Antônio Joaquim se enquadra no cenário apontado pela deputada, já que ele está afastado do TCE, em razão da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal.
Pesa contra ele e outros quatro conselheiros do TCE, a acusação de recebimento de propina para não atrapalhar o andamento de obras da Copa do Mundo e do programa MT Integrado. As denúncias estão contidas na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
Questionada se o nome de Joaquim seria inviável para a disputa ao Palácio Paiaguás, a deputada afirmou: “Adoro ele. Mas tem que entender que ele precisa superar essa questão da deleção do Silval. Não só ele, todos os que foram citados. Não quer dizer tudo que foi falado é verdade”.
Fonte: Midia News
