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Deputado pede demissão de secretário: "Quem manda em MT é Luiz Soares ou é Taques?"

20123O deputado Romoaldo Júnior (PMDB), usando a tribuna na manhã desta quinta-feira (9), pediu a exoneração do secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares. Segundo o parlamentar, o governador Carlos Fávaro determinou o pagamento dos atrasados aos hospitais filantrópicos, mas o secretário resistiu e não fez a transferência dos recursos às unidades hospitalares.

“Estamos nesse impasse. A minha sugestão é de o governador Carlos Fávaro demitir o secretário de Saúde e pôr alguém no lugar que saiba gerir a SES. Por teimosia do secretário, vai continuar morrendo gente em todo o estado, por falta de atendimento médico e hospitalar. Quem manda em Mato Grosso é Luiz Soares ou é Taques, que está na China?”, questionou o parlamentar.  

Romoaldo afirmou que o os deputados não tem acesso ao secretário e que ele não tem seguido as recomendações do governador Pedro Taques (PSDB). “Nem a bancada do Governo consegue ser atendida pelo secretário. O que vem a ponto é saber quem manda mais: o governador ou o secretário de Saúde? Minha sugestão é essa Casa dar apoio ao governador Fávaro para demitir hoje o secretário e pôr alguém lá que possa gerir a Saúde de Mato Grosso”, disparou.

Na quarta-feira, Luiz Soares já havia sido alvo de vários deputados. Foi chamado de “intransigente” e “autoritário”. “É uma pessoa muito difícil. Não tem sensibilidade nem para ouvir as demandas da saúde pública de Mato Grosso. Ele se intitula o dono da Secretaria de Saúde”, afirmou Adriano Silva (PSB).

Adriano lembrou que nos últimos anos, o Hospital Regional de Cáceres – Antônio Fontes, vem sofrendo um desmonte por falta de investimentos.  “Eles estão contratando empresas sem nenhum parâmetro legal. O Hospital Bom Samaritano de Cáceres, que trata de pessoas com hanseníase, está fechado por falta de sensibilidade do governo. Tudo isso porque não foi feito um contrato de apenas R$ 50 mil por mês. Faço aqui duras críticas ao secretário Luiz Soares, da forma como ele está fazendo a gestão na SES”.

Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), lamentou o fechamento das portas do Hospital Filantrópico de Rondonópolis. De acordo com ele, a unidade atende a mais de 600 mil pessoas, de 19 municípios da região sul do estado.

“Infelizmente, o atendimento à população está suspenso. A situação é inadmissível e por falta de investimentos há risco de perdas de vida. Há vários dias venho pedindo ao governo a regularização do salário a essa instituição de saúde. Mesmo sabendo das dificuldades financeiras que o Estado vive, trabalhei para que fosse feito a repactuação correta dos recursos para essa instituição de forma a atender com dignidade a população”, disse.

O líder do Governo, Dilmar Dal Bosco (DEM) reclama de não consegue agendar uma reunião com Luiz Soares e que às vezes se sente impedido de dar uma resposta aos colegas de Parlamento por falta de compromisso da atual gestão com a saúde pública. “Quando o secretário era o João Batista, ele atendia e dava esclarecimentos. Com Luiz Soares temos uma grande dificuldade. Ele não dá retorno aos deputados. Até eu me sinto impedido de dar resposta”, lamenta.

A deputada Janaina Riva (PMDB) afirmou que a má gestão na saúde pública em Mato Grosso está prejudicando o atendimento da Santa Casa de Rondonópolis. De acordo com a peemedebista, os funcionários e médicos estão há quatro meses sem receber os salários. “A UTI já está fechada, agora foi a neonatal que foi fechada. A equipe do hospital disse que vai deixar o município se nenhuma atitude não for tomada”. Janaína ainda acusou o Governo do Estado de estar devendo cerca de R$ 60 milhões para a saúde cuiabana.

FONTE: O DOCUMENTO

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