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Acusado de atirar em policial em Cuiabá foi solto "por engano"

f47f45a72335c5cbe7d1743e5cb771e3Suspeito de participar do sequestro da empresária Milene Eubank na última sexta-feira (17), Kelves Gonçalves da Silva, teria sido solto pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) em 2015 por “engano”. Kelves, que é conhecido como “Kelvinho”, também é suspeito de atirar no investigador da Polícia Judiciária Civil (PJC), Sidney Ribeiro dos Santos, que participava das buscas por Milene. Ela foi encontrada na madrugada de sábado (18), numa casa do bairro Centro América, na Capital.

Segundo informações de reportagem do MT TV Segunda Edição desta quarta-feira (22), Kelves foi preso em 2014 por tráfico de drogas. Um ano depois ele conseguiu um alvará de soltura expedido pela Décima Terceira Vara Criminal do TJ-MT.

Porém, o suspeito já tinha uma condenação a 16 anos de prisão em razão de um assassinato cometido em 2011.

A confusão ocorreu porque o sistema utilizado no Poder Judiciário de Mato Grosso não identificou esta condenação, o que permitiu a liberdade do criminoso. Desde então, “Kelvinho” continua foragido.

De acordo com a reportagem, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da PJC informou que Kelves já esteve preso na penitenciária Central do Estado (Pascoal Ramos, em Cuiabá) e que ele seria membro de uma organização criminosa.

Ele também é suspeito de participação no assassinato do taxista Douglas Dantas, em agosto deste ano, que foi torturado e morto por quatro homens. A família só encontrou o corpo do motorista profissional após os próprios bandidos enviarem um vídeo com imagens do assassinato.

SEQUESTRO

A empresária Milene Falcão Eubank foi sequestrada na última sexta-feira (17) quando ia buscar o filho numa escola particular em Cuiabá, no bairro Quilombo. Uma ação integrada entre as Políciais Civil e Militar localizou a vítima por volta das 5h do sábado (18), numa residência do bairro Centro América.

Nove pessoas estão envolvidas no sequestro, sendo que sete foram presas (um menor de idade). Dois ainda são procurados pelas forças policiais. O trabalho contou com o envolvimento da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), Centro Integrado de Operações de Aérea (Ciopaer), Rotam, Batalhão de Operações Policiais Especializadas (Bope) e 3º Batalhão da PM.

O titular da GCCO, delegado Diogo Santana, disse que o crime foi roubo com restrição de liberdade da vítima, que depois evoluiu para sequestro. Inicialmente os criminosos iriam roubar o veículo, mas depois descobriram que a vítima tinha posses e chegaram a falar para ela que iriam pedir resgate. Mas não houve contato com a família.

FONTE: FOLHA MAX

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