Bandidos 'clonam' WhatsApp de advogada e aplicam golpe em professora de Cuiabá
Segundo denúncia, os bandidos tiram o celular da vítima do ar, assume a conta e enviam mensagens para amigos solicitando dinheiro.
Uma professora de 39 anos foi vítima de um golpe, em Cuiabá, na semana passada. Segundo a vítima, ela fez um depósito de R$ 500 na conta bancária, supostamente, após um pedido de sua advogada por meio de mensagens de WhatsApp, no entanto, descobriu minutos depois que havia caído num golpe.
A professora, que é moradora do Bairro Dom Aquino, registrou boletim de ocorrência na última quarta-feira (09).
Na denúncia, ela explica que conversava com a suposta advogada no aplicativo quando houve a solicitação para que fizesse uma transferência numa conta bancária indicada. Ao realizar o procedimento, a professora ligou para outro número, este verdadeiro, recebido anteriormente da advogada, e descobriu que conversava com um bandido, pois, a defensora garantiu não ter solicitado dinheiro.
Preocupada, a professora denunciou o caso à polícia para evitar que os criminosos façam novas vítimas. Além disso, ela enviou documentos pessoais para os golpistas durante a conversa.
O crime registrado foi encaminhado para a Polícia Civil, que passa a investigar o caso por meio da Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat).
Entenda como funciona
O golpe não é novo e tem sido registrado em várias partes do país. Segundo uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, de 2017, mostra que com a ajuda de funcionários de operadoras de telefonia, os falsários conseguem clonar as contas para pedir dinheiro a parentes e amigos das vítimas.
Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o site G1 destaca que “o esquema consegue tirar do ar o celular da vítima e assim assumir a conta e enviar mensagens aos seus amigos e parentes, solicitando transferências bancárias como aconteceu em um grupo de conversas de cardiologistas nesse aplicativo. Pensando estar recebendo mensagens do pai, duas filhas de um desses médicos perderam R$ 1,8 mil”.
"Ele mandou mensagens particulares e falou que o limite dele de transferências estava excedido (...) e perguntou qual meu limite de transferências. Falei: 'olha, só posso transferir R$ 800'. Ele falou 'não tem problema, transfere para essa conta que eu vou te dizer'. E aí foi isso que eu fiz, achando que era o meu pai", confirmou ao portal uma das filhas.
