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Preso, advogado em MT entrega senhas e libera quebra de sigilos bancário e fiscal

paulo tauqes

FONTE: FOLHA MAX

Paulo Taques é suspeito de receber R$ 2,6 milhões de empresa que queria manter contrato com a gestão Pedro Taques

O ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, disponibilizou as senhas de três de seus dispositivos eletrônicos - telefone celular, ipad e computador - ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que fez a apreensão dos aparelhos durante a deflagração da operação “Bônus”, 2ª fase da “Bereré”. O órgão investiga um esquema de pagamentos de propinas da ordem de R$ 30 milhões por meio de um contrato de prestação de serviço entre uma empresa e o Detran de Mato Grosso.

Paulo Taques é suspeito de receber R$ 2,6 milhões pela fraude. A informação consta do depoimento de Taques ao Gaeco.

Ele está preso desde a deflagração da operação “Bônus”, no dia 8 deste mês. Além das senhas dos aparelhos, Paulo Taques também colocou “à disposição” seu sigilo bancário e fiscal. “Sua casa foi alvo de minuciosa busca e apreensão pelo agentes do Gaeco e levaram seu celular; que do seu escritório foi levado seu ipad e computador; que se desejarem o interrogando deixa autorizado que seus advogados entreguem suas senhas para que os aparelhos possam ser espelhados; que também coloca a disposição seu sigilo bancário e fiscal”, diz trecho do depoimento.

Esta á a terceira vez que Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques (PSDB), encontra-se preso. Nas duas primeiras ocasiões, ocorridas em 2017, ele foi detido em razão da suspeita de ser o líder de um esquema de interceptações telefônicas ilegais no Estado promovidas pela Polícia Militar.

Em razão do fato e antes de ser preso novamente no último dia 8 de maio, o ex-chefe da Casa Civil cumpria medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele afirmou que o cumprimento das restrições – como a proibição de se ausentar da comarca de Cuiabá, manter contato com outros investigados etc -, seriam suficientes para revogação de sua prisão. “Que se encontra sob cautelares do STJ, sendo que nunca infringiu e não vê motivos para manutenção de sua prisão”, disse.

Segundo as investigações, Paulo Taques recebeu R$ 2,6 milhões de um dos proprietários da EIG Mercados, empresa que estaria por trás das fraudes, José Ferreira Gonçalves Neto, para manter o contrato e o esquema ilegal com o Governo do Estado. As fraudes vinham ocorrendo desde o fim do segundo mandato do ex-governador Blairo Maggi, em 2009, e continuaram na gestão Pedro Taques, que chegou ao Poder Executivo de Mato Grosso em 2015.

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