Taques diz ter apoio dos servidores e avisa que não será "senador de segmentos"
"Nós ganharemos esta eleição". Com essas palavras, o ex-governador Pedro Taques (SDD) confirmou na noite desta quarta-feira (16) que será candidato ao Senado da República.
A aliança dele terá o Solidariedade e o Cidadania. Os suplentes ainda não foram definidos.
Segundo Taques, a campanha será suficiente para mostrar para a população que reúne a qualidade para representar o Estado no Congresso Nacioanal, na vaga que era de Selma Arruda (Podemos), cassada por abuso de poder econômico nas eleições de 2018. "Acabamos de fechar o Cidadania, inclusive indicando o suplente. Já temos os partidos suficientes para que nós tenhamos tempo de TV para mostrar aos mato-grossenses que é possível fazer política desta maneira", colocou.
Taques colocou que, desde que deixou o Governo do Estado, está "recluso em casa" falando pouco de política. Todavia, disse ter recebido mensagens e apoios de todo Estado pedindo para que entrasse na disputa. "Recebo muitos WhatsApps de pessoas de todo Estado de Mato Grosso, dizendo que é possível que nós possamos vencer esta eleição. e quero dizer, que nós ganharemos essa eleição", disse, confiante.
Sobre o fato de ter apenas dois partidos em sua coligação, já que muitos aliados do período em que ocupou o Senado e o Governo do Estado hoje lhe critica, o ex-procurador da República minimizou e garante que não será empecilho para vencer o pleito. "Prefiro só do que mau acompanhado. Mas nós estamos com o cidadão, tenho certeza disso. Nós ganharemos esta eleição", repetiu.
Taques ainda alfinetou os candidatos ao cargo que dizem representar segmentos ou pessoas. O recado foi para os candidatos ligados ao agronegócio e aqueles que dizem representar o presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Quero dizer que eu serei senador da República do Estado de Mato Grosso. Não serei senador de segmentos, não serei senador de pessoas e não sou candidato ao Governo do Estado. Sou candidato ao Senado da República", disse, já prevendo que seu período à frente do Palácio Paiaguás será questionado na campanha.
FUNCIONALISMO
Sobre o desgaste com o funcionalismo público no período em que esteve no Governo do Estado - apontado por muitos como o motivo da derrota à reeleição -, Pedro Taques frisou que está disputando um cargo diferente. Mesmo assim, disse ter apoio de segmentos de servidores públicos, alfinetando adversários.
"Não sou candidato a governador. Sou candidato a senador. Mas quero dizer que só hoje, recebi apoio de mais de cinco sindicatos de servidores públicos. Porque eu entendo que servidor público é fundamental. E, aliás, debateremos isso no Senado. A reforma administrativa será debatida no Congresso Nacional", destacou.
O candidato também evitou polêmicas com o seu sucessor no Palácio Paiaguás. Nesta semana, Mauro Mendes (DEM) colocou que ele já havia sido julgado pela população - perdendo a reeleição em 2018 - e teve uma "gestão melancólica".
"Quero expressar ao governador do nosso Estado respeito, porque ele ganhou a eleição, isso é democracia. E quero desejar a ele mais sucesso do que eu tive, que seja mais competente do que eu. Eu serei um soldado por Mato Grosso lá em Brasília. Desejo felicidade a ele e a sua família", concluiu.
Fonte: folhamax

