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Mulher denuncia hospital após ter vagina dilacerada em parto

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Uma mulher teria sofrido violência obstétrica e, por consequência, seu filho nasceu com a clavícula quebrada e sua vulva acabou rasgada até a base do ânus durante o parto realizado no Hospital Regional de Sorriso (distante 420 quilômetros de Cuiabá), no dia 31 de agosto. As informações constam do boletim de ocorrência registrado na segunda-feira (9) na Delegacia de Polícia Judiciária Civil da cidade.

De acordo com a narrativa do boletim de ocorrência, a vítima foi internada numa terça-feira, 13 de agosto. Foi medicada com uma substância farmacológica preparatória para um parto induzido que acabou não acontecendo. Ela teria convalescido com dores por 17 dias, até o dia 1º de setembro. O único alívio viria no momento em que a médica plantonista aparecia para injetar ocitocina para que ela sentisse as contrações e a vagina entrasse em dilatação, permitindo enfim o nascimento.

Sempre conforme o narrado pela mulher, ela teria reclamado e ainda assim não era atendida pelos médicos. No desespero, teria ligado para outro hospital e assim ir ter seu filho fora dali, mas não conseguiu porque os médicos disseram que não podiam liberar a transferência nem permitiram a alta.

Como as dores não cessavam, pedia para passar por uma cirurgia cesariana, mas não foi atendida. Depois de todo o sofrimento, enfim deu à luz de forma natural, mas percebeu que logo depois do parto, um médico ortopedista a examinou e notou que o bebê estava com uma fratura na clavícula confirmada logo depois em um exame de raios-x. Sua vagina? Dilacerada até a base do ânus por causa do esforço desproporcional durante o procedimento hospitalar.

OUTRO LADO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) se manifestou por nota enviada pela direção do Hospital Regional de Sorriso que não recebeu norificação da PJC relacionada a nenhum boletim de ocorrência do tipo. Leia a íntegra do documento:

"NOTA DE ESCLARECIMENTO HR SORRISO

Por meio da direção do Hospital Regional de Sorriso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que, até o momento – manhã do dia 13 de setembro –, não recebeu a notificação da Polícia Civil referente ao Boletim de Ocorrência mencionado pela reportagem. Contudo, diante das informações veiculadas pela imprensa, a SES-MT esclarece que está à disposição da Polícia Judiciária Civil para prestar todos os esclarecimentos necessários e contribuir para a investigação do caso".

Fonte: Folhamax
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