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Em encontro com prefeitos, Mauro Mendes reforça que Estado não tem dinheiro para pagar emendas


Olhar DiretoEm encontro com prefeitos, Mauro Mendes reforça que Estado não tem dinheiro para pagar emendas

“Eu vou repetir isso muitas vezes, para ver se as pessoas entendem”, exclamou o governador Mauro Mendes (DEM), ao reafirmar que o Estado não tem dinheiro para cumprir com suas dívidas. A fala ocorreu durante encontro com prefeitos na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) nesta semana, quando questionado por jornalistas se havia acordo para o pagamento das emendas parlamentares, que serão destinadas pelos deputados às prefeituras. O chefe do Executivo ponderou, no entanto, que parte dos R$ 180 milhões previstos será repassada.

“Não basta ter orçamento, não basta ter emenda, tem que ter dinheiro. Se tiver o dinheiro, ok, eu pago. Mas não tem dinheiro, certo? Se eu chegar no cidadão e disser: ‘olha, para pagar as emendas aos municípios, você cidadão vai pagar essa conta, eu vou aumentar os impostos’. O cidadão quer? Se eu falar que vou arrumar mais R$ 150 milhões, eu tenho que aumentar de 15% a 20% de ICMS da energia elétrica para arrumar esse dinheiro, o cidadão topa? Com certeza não. Então, meus amigos, nós temos que entender essa realidade definitivamente. O Estado brasileiro, ele não produz riqueza, quem produz é o cidadão. Eu vou repetir isso muitas vezes para ver se as pessoas entendem”, declarou, na manhã desta quinta-feira (16).

Em março, Mendes decidiu vetar as emendas alegando seguir uma orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que alertou para o estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) neste ano, caso o pagamento fosse efetuado.

Aliado de primeira hora do governador, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), se irritou com o veto às emendas e disse, na ocasião, que não iria aceitar que Mendes repita os erros do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Os vetos foram integralmente derrubados.

“Nós criamos uma regra com os deputados e uma parte, sim, nós vamos trabalhar, vamos priorizar e vamos pagar. Agora, não dá para pagar tudo aquilo que eles colocaram, porque não estava previsto, inclusive, no orçamento. Não dá para criar um número e depois não ter o dinheiro”, ponderou o governador, sem explicar de que forma as emendas serão pagas nem a quantia que o Estado vai conseguir repassar.
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