Cavaleiros tomam ruas em ato para cobrar regulamentação de provas equestres

RD News
omens, mulheres e crianças montados a cavalo saíram do Haras Twin Brother, no bairro Santa Rosa, na Capital, e devem seguir pela Estrada da Guia (MT-010) até a Assembleia. Eles protestam contra a decisão judicial que proibiu a realização de provas do laço em 1º de junho. São mais de 300 pessoas montadas nos eqüinos, segundo o empresário Cae Povóas.
Os manifestantes montados a cavalo são puxados por um trio elétrico e seguidos por carros, caminhões e caminhonetes. Na lateral dos veículos, eles colocaram faixas em protesto contra a medida, como “eu apoio esporte equestre” e “saúde e bem estar animal, nós vemos isso está no nosso sangue”. Segundo a organização, mais de 600 pessoas devem participar de todo o trajeto.
Eles buscam a regulamentação do esporte esquestre e reverter à medida judicial que proibiu a prova. Argumentam que R$ 16 bilhões são movimentados por ano no negócio com cavalos e 610 mil empregos diretos gerados.
Eles vão seguir pela Estrada da Guia, virar no Detran e chegar a Assembleia pelo Parque das Águas. Agentes da secretária municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e da Polícia Militar acompanham os manifestantes. O trânsito pela Estrada da Guia pode ficar mais lento nesta terça.
No Legislativo, os cavaleiros se unirão a deputados para discutir o assunto. A previsão é que uma audiência pública comece às 14h. A reunião na Assembleia foi conclamada pelos deputados Valdir Barranco (PT) e Thiago Silva (MDB). Mas é Dilmar Dal Bosco (DEM) que apresentou um projeto de lei para regulamentar a modalidade como as provas equestres e a vaquejada no Estado.
O protesto veio após medida judicial que proibiu, em 1º de junho, a realização de provas de laço na Sétima Semana do Cavalo, em Cuiabá. O veto veio a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), no qual alegou que a competição envolve maus-tratos aos animais. A Justiça acatou o argumento dos promotores de que, cavaleiros lançando touros em movimento, é uma forma de maltrato.
O empresário Cae Povóas, que é proprietário do Haras Twin Brothers (onde seria realizado as provas), afirma que teve um prejuízo de R$ 400 mil e negou que os animais passam por maus-tratos. Ele considera que a visão do MPE é equivocada. “Há sete anos realizamos o evento e nunca tivemos relatos de maus-tratos. A gente trabalha com padrão de evento onde a gente mantém e preserva sempre o bem-estar animal”, disse à época ao
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Veja vídeo do início da manifestação em Cuiabá:
O economista Diego Chaves de Andrade, 38 anos, considera a decisão da Justiça como “arbitrária”. Ele tem um filho de apenas cinco anos de idade que participa das provas de laço e reafirmou que os animais não são maltratados. “Os animais são cuidados por veterinários. Tem todo acompanhamento e alimentação adequada. Quando tem a prova do laço, intensifica o cuidado”.
Para Diego, a prova é uma oportunidade de “criar os filhos no meio e amor pelo animal”. “O esporte proporciona muita alegria. Eu vejo meu filho querendo trazer maçã e cenoura, tratando bem e é apaixonado pelo cavalo dele. Só cultiva amor. Pessoas que frequentam esse meio só querem o bem [do animal]".






