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Federação de pesca esportiva denuncia pesca predatória em época de proibição

Gazeta Digital

Presidente da Federação Mato-grossense de Pesca Esportiva, Tarso Ricardo Lopes, denuncia a pesca irregular e ilegal no rio Cuiabá, nos municípios da Baixada Cuiabana. Conforme pontuou em entrevista ao GD nesta quarta-feira (11), há várias redes espalhadas ao longo do leito.

"Eu vi umas 100 redes do mínimo. A gente fica de mãos atadas. [...] Se você for lá com uma câmera você filma eles passando o tempo todo. Ali na própria [ponte] Sérgio Motta a todo momento você vê eles passando a rede", disse. 

Do dia 1 de outubro deste ano até 31 de janeiro de 2020, foi estabelecido o período conhecido como piracema, em que é permitida a pesca apenas para subexistência das populações ribeirinhas. Transporte e comercialização ficam proibidos.

De acordo com Lopes, este é o período em que os peixes se reproduzem. O rio enche e os animais nadam para cima com o intuito de fazer a desova e fecundação. A pesca fica proibida para que o processo aconteça sem maiores intercorrências.

"Nós temos aí uma depredação, uma carnificina nos rios acabando com os peixes do rio de forma predatória que só beneficia traficante de peixe. Hoje o quilo do pintado na beira do rio está custando R$ 5", disse. 

A legislação prevê que quem desrespeitar a piracema pode ter equipamentos e pescado apreendido, bem como uma multa aplicada que varia de R$ 1 mil a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo de peixe encontrado. 

Denúncia 

Pesca predatória e crimes ambientais podem ser denunciados por meio da Ouvidoria Setorial da Secretaria Estadual e Meio Ambiente, por meio do 0800-65-3838 ou no site da Pasta.

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