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ADAUTO BOTELHO: Hospital tem situação degradante em Cuiabá

Folhamax

Uma inspeção realizada em dezembro de 2018 e divulgada pelo Conselho Federal de Psicologia e representantes do Ministério Público Estadual, aponta inúmeras irregularidades no Centro Integrado de Assistência Psicossocial Hospital Adauto Botelho, em Cuiabá. De acordo com o resultado, a situação da unidade, que trata pessoas com transtornos e doenças psicológicas, além de dependentes químicos, foi considerada degradante.

Entre os itens vistoriados está a infraestrutura, que segundo o relatório, apresenta péssimas condições de conservação e sem manutenção, com infiltrações, janelas com vidros quebrados, azulejos quebrados e soltos, ralos sem tampa ou quebrados, fiação elétrica exposta, rebocos desgastados e soltando e forros deteriorados com risco de ceder.

O relatório destaca ainda as más condições de trabalho dos profissionais da saúde do hospital, que não dispõem de material suficiente e adequado para o atendimento. “Não possui carrinho de emergência, laringoscópio, não possui medicamentos de urgência e emergência”.

O conselho identificou a falta de insumos básicos de saúde para os pacientes e compartilhamento de itens de higiene pelos mesmos, o que pode trazer enormes riscos de contaminação e transmissão de doenças.

O que mais chamou a atenção dos técnicos é que segundo os prontuários, todos os pacientes foram internados de forma involuntária. Segundo a psicóloga Vanessa Furtado, que acompanhou a inspeção, isso contraria a legislação. “Esses processos de isolamento e privação de liberdade já foram mais que comprovados que não são processos de tratamento. Falta a estrutura de organização de uma rede de atenção psicossocial que possa fazer com que os hospitais não existam mais", explicou a psicóloga.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que entregará ao Ministério Público do Trabalho os projetos da reforma e ampliação do Adauto Botelho, assim como as informações sobre as providências para obtenção de alvarás sanitário e do corpo de bombeiros.

Ainda segundo a SES, o hospital tem contratos com serviços terceirizados na área de cozinha hospitalar, lavanderia, limpeza, coleta de lixo, entre outros serviços e nega a denúncia de suposta prática de trabalho irregular para com os pacientes.

De acordo com secretário Gilberto Figueiredo, o hospital está suprido de medicamentos. Ele afirma que o edital de licitação das obras dessa reforma será lançado em breve.

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