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“Se não puder criticar o Governo, então vamos fechar a AL”

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Fonte: Mídia News

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), criticou restrições impostas pelo Ministério Público Federal (MPF) aos parlamentares em razão do período eleitoral.

No último dia 9, a procuradora regional eleitoral Cristina Nascimento de Melo notificou a Assembleia para que os deputados se abstenham de fazer propaganda eleitoral, campanha, militância de si ou de outros pré-candidatos na tribuna do Legislativo ou na TV Assembleia.

Segundo Botelho, não há como impedir os parlamentares, especialmente os de oposição, de fazerem críticas ao governador Pedro Taques (PSDB), por exemplo.

“O trabalho parlamentar é isso. Se você não puder criticar, não puder falar, então não sei o que pode. É um direito do deputado. Se está atrapalhando algum pré-candidato, aí tem que fechar a Assembleia”, disse Botelho, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta segunda-feira (16)

“Se for assim, teria que falar: ‘Em período eleitoral a Assembleia fica fechada e cada deputado vai pra sua casa. Falar que deputado não pode fazer crítica ou observações em relação a algum trabalho, aí eu não entendo. Essa é minha opinião, pelo menos”, afirmou.

Quanto a outras recomendações feitas pelo MPF, com relação ao uso de “bens públicos, como veículos, combustível, papel, tinta para impressora ou quaisquer outros bens de consumo ou permanentes em campanhas ou propagandas eleitorais”, Botelho disse que os cuidados já vêm sendo adotados.

“Nós recebemos essa recomendação da Procuradora Eleitoral e estamos analisando todas as recomendações através da Procuradoria aqui da Casa. Em relação a combustível, uso de carro, outras coisas, nós já tínhamos passado essa recomendação aos deputados”, afirmou.

“No mais, é a questão da tribuna que acho que é difícil restringir. Evidente que nenhum deputado vai à tribuna para pedir voto. Agora, falar do trabalho dele e do que ele está desenvolvendo, algum projeto, indicação, isso não tem jeito, isso faz parte do trabalho parlamentar. Aí realmente não tem como nós tolhermos isso”, concluiu o presidente.

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