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Nadaf revela que propina pagou conselheiros e isenta ex-secretário de MT

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Ex-secretário prestou depoimento nesta segunda na 7ª Vara Criminal de Cuiabá

O ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, negou que o ex-secretário de Fazenda (Sefaz), Marcel de Cursi, tenha recebido qualquer valor relativo a propina no esquema investigado na “Operação Seven”, que teria desviado R$ 7 milhões na compra de um terreno na área do Manso, em Chapada dos Guimarães. A declaração ocorreu em depoimento na tarde desta segunda-feira (23) ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Nadaf e Marcel são réus na 2ª ação penal derivada da “Operação Seven”, que apura a lavagem do dinheiro desviado. O ex-chefe da Casa Civil, que participou da montagem do esquema, alegou que não soube da participação de Marcel como beneficiário da propina recebida com a desapropriação fraudulenta.

“Como colaborador tenho obrigação de falar a verdade. Não tenho conhecimento que o Marcel tenha recebido qualquer tipo de propina desta desapropriação. Até porque não havia isso que teria sido consignado que ele iria receber”, assinalou.

Segundo Nadaf, que é colaborador premiado desta operação e de outros esquemas ocorridos na gestão passada, o “retorno” da desapropriação teve como destino os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e ele próprio. “Eu deveria receber porquê, de outra desapropriação (do bairro Jardim Liberdade em Cuiabá), não recebi. Foi utilizado uma parte para pagamento de propina para o Tribunal de Contas do Estado, e outra parte do recurso eu utilizei para pagamentos meus”, disse Nadaf.

O pagamento de propina aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado foi revelado pelo ex-governador Silval Barbosa em delação premiada. Segundo o ex-chefe do executivo, foram pagos R$ 56 milhões para que não fosse criado empecilhos nas obras do MT Integrado. O esquema resultou no afastamento dos conselheiros Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Waldir Teis, Valter Albano e Sérgio Ricardo.

Marcel de Cursi foi apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como um dos envolvidos, já que ele tinha conhecimento do esquema, além do fato de que ele, juntamente com o procurador aposentado Chico Lima, era responsável pela disponibilidade dos recursos necessários para que a compra da área pudesse ser feita pelo Governo do Estado.

O CASO

A Operação Seven apura desvio de recursos por meio da desapropriação de uma área na região do Lago de Manso. Segundo as investigações, a área desapropriada já pertencia ao Governo do Estado e foi “adquirida de novo”.

Pela desapropriação, ocorrida no final de 2014, o Estado pagou R$ 7 milhões ao médico Filinto Correa da Costa, apontado como proprietário da área. Porém, R$ 3,5 milhões voltaram ao grupo político do ex-governador Silval Barbosa.

Na primeira fase da operação, Silval Barbosa, Pedro Nadaf, o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, e o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho foram presos. Atualmente, todos estão soltos.

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