Justiça não encontra dinheiro em contas de Silval e ex-secretários
A Justiça não encontrou os R$ 1,2 milhão que foram bloqueados das contas do ex-governador Silval Barbosa. O bloqueio tem referência à ação de improbidade administrativa de ex-políticos flagrados em vídeo recebendo propina provenientes do programa MT Integrado.
A ação é de responsabilidade de juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, e corre em segredo de Justiça, conforme o site Ponto na Curva.
Além do ex-governador, não foram encontrados valores nas contas dos ex-secretários Pedro Nadaf, Valdísio Viriato e Maurício Guimarães, do ex-chefe de gabinete Sílvio Cézar Araújo e a prefeita cassada de Juara, Luciane Bezerra.
Pelo mesmo motivo, também tiveram os bens bloqueados em outras ações o deputado federal Ezequiel Fonseca e os deputados estaduais Baiano Filho e José Domingos Fraga.
“Deferida a medida liminar de indisponibilidade de bens dos requeridos até o limite do crédito indevido apontado na inicial, mais precisamente, R$ 1.200.000,00, não foram encontradas importâncias em suas contas a serem bloqueadas”, diz trecho do documento.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), uma comissão foi formada junto ao ex-governador Silval Barbosa para receber R$ 600 mil provenientes de desvios de recursos do programa MT Integrado, de incentivos fiscais e das obras da Copa de 2014.
Os repasses, conforme o acordo, eram feitos em doze vezes de R$ 50 mil e repassados no gabinete de Sílvio Corrêa, considerado “braço direito” do ex-governador. Os parlamentares que recebiam o “mensalinho” deveriam, entre outras coisas, manter a governabilidade de Silval.
